O que é insuficiência renal e quais os tipos ?

Há 2 tipos de Insuficiência Renal: A aguda e a crônica.

A Insuficiência Renal Aguda é a perda transitória da função renal diferente da crônica onde se tem uma condição definitiva de insuficiência renal e os rins não mais voltam a funcionar.

Na insuficiência renal aguda pode ser necessária a realização do tratamento dialítico (diálise) e por ser transitória após a recuperação da função dos rins a diálise é suspensa.

Já na Insuficiência Renal Crônica o tratamento dialítico (diálise) será definitivo ou até que se realize um transplante renal.

O que é diálise ?

A diálise é um tratamento que filtra o sangue retirando dele impurezas que se acumulam pelo não funcionamento dos rins e existem 2 tipos de diálise, a diálise peritoneal e a hemodiálise. Na peritoneal utiliza-se uma membrana natural do organismo chamada peritoneo, que recobre a cavidade peritoneal e vísceras abdominais. Através de um pequeno tubo coloca-se líquido (chamado de líquido de diálise) dentro da cavidade abdominal e espera-se um tempo para que haja as trocas através do peritoneo e em seguida retira-se o líquido da cavidade que trará com ele as impurezas que precisam ser eliminadas e um novo líquido de diálise será infundido na cavidade. Esse tratamento pode ser contínuo e realizado em casa, ou intermitente (realizado em Hospitais e Unidades de Diálise) e pode também ser realizado com ajuda de uma máquina chamada de cicladora.

Quais os acessos vasculares para hemodiálise e como são feitos ?

Para que se tenha tal volume de sangue, é necessário que seja criado um acesso vascular, que é quem possibilitará a conexão do sistema circulatório do paciente com a máquina de diálise.

Existem dois tipos de acesso: os provisórios, nos quais são inseridos tubos especiais chamados de cateteres e os internos, nos quais são construídas as fístulas arteriovenosa.

Os cateteres são utilizados quando os pacientes necessitam da diálise em caráter de urgência ou seja quando o paciente chega a um serviço e está com uma alta taxa de uréia e outros elementos que precisam ser retirados do sangue com urgência. Esses cateteres são inseridos, geralmente pelas veias jugulares ou veias subclávias. A veia jugular é sempre a primeira escolha.

acesso vascular para hemodiálise

A hemodiálise é realizada diretamente no sangue do paciente que é levado a uma máquina dializadora, onde passará por um filtro (capilar) depois devolvido ao paciente.

A hemodiálise, geralmente é realizada em sessões de 4 horas por 3 vezes na semana.

Para a hemodiálise ser satisfatória necessita que um grande volume de sangue passe pelo filtro, cerca de 300 a 450 ml/min.

acesso vascular para hemodiálise
acesso vascular para hemodiálise

As fístulas arteriovenosas, são cirurgias de pequeno porte, extremamente delicada, geralmente realizada com anestesia local.

Nesta cirurgia, uma veia superficial é suturada em uma artéria. Com essa ligação, o sangue arterial que tem alta pressão, vai para as veias superficiais e assim, a veia aumenta de tamanho e o volume de sangue que corre por ela também aumenta provendo um fluxo sangüíneo suficiente para que a hemodiálise possa ocorrer.

Normalmente as fístulas, como primeira escolha, são construídas na altura do punho mas também podem ser construídas na altura da prega do cotovelo e em outros locais anatômicos.

acesso vascular para hemodiálise
acesso vascular para hemodiálise

Após a cirurgia, ocorre um período denominado de período de maturação que é o tempo necessário para que a veia superficial "engrosse" e fique pronta para ser puncionada. Esse período, dependendo da localização da construção da fístula, pode variar entre 3 a 6 semanas. Portanto as fístulas arteriovenosas não permitem que se realizem sessões de hemodiálise tão logo sejam confeccionadas, exigindo sempre um tempo de maturação.

Devido a esse período de maturação, a fístula deve ser realizada cerca de 3 a 6 meses antes de iniciar a diálise. O início da diálise, é sempre indicado pelo nefrologista do paciente e é ele também que deve indicar o melhor momento para se realizar a fístula.

É de extrema importância que os pacientes com problemas renais que possam a necessitar de tratamento dialítico no futuro, saibam que a necessidade de um acesso vascular é fundamental para que se possa fazer o tratamento. Como o acesso vascular para ser construído necessita de uma veia superficial, é muitíssimo importante que o paciente trate bem as suas veias superficiais de ambos os membros superiores, não deixando coletar exames de laboratório ou de realizarem injeções intra venosas acima do punho, pois dessas veias dependerão o sucesso de seu tratamento no futuro.

Certificações / Titulos

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Destaques

Uma agulha é introduzida na veia comprometida guiada por imagens de ecografia vascular e realizamos a injeção da espuma esclerosante.

Espuma ecoguiada

Consiste no disparo do Laser através da pele promovendo a destruição da varicosidade pela dissipação de calor intenso, localizado e seletivo.

laser transdérmico

O tecido alvo reage com a energia da luz, O procedimento é minimamente invasivo e não requer anestesia geral.

laser endovenoso

É um tratamento para o refluxo venoso superficial, uma alternativa menos invasiva a cirurgia tradicional.

radiofreqüência

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As informações contidas neste site têm caráter informativo e educacional. De nenhuma forma devem ser utilizadas para auto-diagnóstico, auto-tratamento e auto-medicação. Quando houver dúvidas, um médico deverá ser consultado. Somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA.

Responsável Técnico: Dr. Walter Jr. Boim Araujo - CRM: 19850-PR;

Especialista em Cirurgia Vascular (RQE nº 14638); Ecografia Vascular com Doppler (RQE nº 333); Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular (RQE nº 1489).

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