Escleroterapia com espuma para tratamento de insuficiência venosa crônica - varizes

A escleroterapia com espuma ecoguiada, consiste na aplicação do agente esclerosante, em forma de espuma, guiada por ultrassonografia com doppler, em um vaso insuficiente, com o objetivo de oclusão. Este estudo tem como objetivo descrever os resultados da espuma ecoguiada no tratamento de insuficiência venosa crônica.

Materiais e métodos

Pacientes com varizes de membros inferiores foram avaliados e tratados por escleroterapia com polidocanol a 3% . Foram avaliadas as seguintes variáveis: sexo, idade, CEAP e complicações. Os pacientes foram submetidos a esclerose inicial e o acompanhamento foi dividido em 3 grupos: entre 7-14 dias, 4-6 semanas e 10-12 semanas. Foram avaliados por ecodoppler os seguintes parâmetros: oclusão total, recanalização parcial sem refluxo, recanalização parcial com refluxo e recanalização completa. Nos pacientes que apresentavam: recanalizações parciais com refluxo ou recanalização completa nos exames foram submetidos à nova aplicação de espuma.

Escleroterapia com espuma Escleroterapia com espuma

Resultados

Foram tratados 166 membros, primeira avaliação, após 7 a 14 dias do tratamento inicial, 156 membros foram avaliados ecografiacamente, destes, 76 % dos vasos tratados mantinham oclusão total ou recanalização parcial sem refluxo e 24% recanalização parcial com refluxo ou recanalização total. No seguimento de 4-6 semanas, 101 membros foram analisados, verificando-se, 87 % dos vasos com oclusão total ou recanalização parcial sem refluxo e 13% recanalização parcial com refluxo ou recanalização total. Na terceira reavaliação, de 10 a 12 semanas, dos 66 membros examinados, 74% dos vasos mantinham oclusão total ou recanalização parcial sem refluxo e 26% recanalização parcial com refluxo ou recanalização total. As complicações foram: trombose venosa profunda em 4,2% , pigmentação em 2,4%, flebite sem drenagem (consideradas aquelas que necessitaram de tratamento com analgésicos e anti-inflamatórios )10%, flebite com drenagem 3% e alergia 2,4%.

Conclusão

O tratamento de insuficiência venosa crônica com polidocanol mostrou-se um procedimento com bons índices de sucesso e com mínimas complicações evidenciadas. A taxa de oclusão e recanalização variaram com o acompanhamento mostrando necessidade de um tempo maior de seguimento.

Referências bibliográficas

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Ceratti S, Okano FM, Pontes ABG, Pontes AL, Nastri R. Ecoescleroterapia com espuma no tratamento da insuficiência venosa crônica.Radiol Bras. 2011 Mai/Jun;44(3):167–171. O’Hare JL, Parkin D, Vandenbroeck CP, et al. Mid term results of ultrasound guided foam sclerotherapy for complicated and uncomplicated varicose veins. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2008;36:109–13.

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Dados dos autores

Araujo, W.B.; Timi, J.R.R.; Almeida, D. ; Gomes, V. Botti, A.C. Goulart, P.A.

Serviço de Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecografia Vascular - Instituto da circulação.

Informações adicionais

As informações contidas nesta página foram apresentadas no seguinte evento:

410º. Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular - Rio - 2015.

Certificações / Titulos

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Destaques

Uma agulha é introduzida na veia comprometida guiada por imagens de ecografia vascular e realizamos a injeção da espuma esclerosante.

Espuma ecoguiada

Consiste no disparo do Laser através da pele promovendo a destruição da varicosidade pela dissipação de calor intenso, localizado e seletivo.

laser transdérmico

O tecido alvo reage com a energia da luz, O procedimento é minimamente invasivo e não requer anestesia geral.

laser endovenoso

É um tratamento para o refluxo venoso superficial, uma alternativa menos invasiva a cirurgia tradicional.

radiofreqüência

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Responsável Técnico: Dr. Walter Jr. Boim Araujo - CRM: 19850-PR;

Especialista em Cirurgia Vascular (RQE nº 14638); Ecografia Vascular com Doppler (RQE nº 333); Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular (RQE nº 1489).

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