Recanalização endovascular de oclusão aortoilíaca complexa (Task D) em paciente de alto risco cardiológico.

Caron FC, Perotti A, Rocha LP, Primo C, Gonçalves SC, Almeida D, Erzinger FL, Araujo WB, Nejm CS, Timi JR

Justificativa

O uso de técnicas endovasculares como ferramenta na revascularização de oclusões aorto-ilíacas têm demonstrado ótimos resultados nas últimas duas décadas. Por ser menos invasiva acarreta diminuição da morbimortalidade e possibilita o tratamento de pacientes com alto risco cirúrgico para os quais as únicas opções restantes seriam as modificações nos hábitos de vida e tratamentos farmacológicos. Relatamos um caso de abordagem endovascular para um paciente portador de oclusão da aorta infrarrenal e das artérias ilíacas comuns e externas, com contraindicação para cirurgia aberta (ponte aortobifemoral) devido as suas comorbidades cardiológicas.

Método

Relato de caso.

Resultados

Paciente masculino de 62 anos com queixa de claudicação intermitente de panturrilha direita para 20 metros e esporadicamente dor ao repouso em perna e pé direitos. Na angiotomografia apresentava oclusão justarrenal da aorta abdominal e das artérias ilíacas comum e externa bilateralmente (TASC D). Foi submetido a tratamento endovascular com recanalização da aorta abdominal infrarrenal e das artérias ilíacas comum e externa direitas com utilização de um stent auto expansível e com 2 stents revestidos em série (aos moldes de uma endoprótese monoilíaca) e posterior confecção de ponte com prótese de PTFE de 6 mm da artéria femoral comum direita para femoral profunda esquerda. No primeiro pós operatório apresentava-se sem dor e com as extremidades dos membros inferiores aquecidas. No seguimento não apresentou dor ao repouso e evoluiu com melhora da claudicação intermitente, sem limitação de marcha.

A recanalização endovascular do território aortoilíaco mostrou-se ser uma boa alternativa para pacientes com alto risco cirúrgico para a cirurgia convencional, com resultados a curto e médio prazo similares e menor morbimortalidade.

Angiografia inicial
Angiografia final

Conclusão

A abordagem endovascular na oclusão aórtica infrarrenal é factível para pacientes com oclusões complexas e comorbidades, com boa perviedade a curto e médio prazo. A indicação individualizada da intervenção é essencial para melhores resultados. Novos estudos com populações mais homogêneas submetidas a tratamento endovascular das oclusões aortoilíacas são necessários para que esta técnica se firme, trazendo menor morbimortalidade e melhorando a qualidade de vida destes.

Referências

-Deriu GP, Ballotta E. Natural history of ascending thrombosis of the abdominal aorta. Am J Surg. 1983; 145:652-657.

-Leriche R, Morel A. The syndrome of thrombotic obliteration of aortic bifurcation. Ann Surg. 1948;127:193-206.

-Leville CD, et al. Endovascular management of iliac artery occlusion: extending treatment to TransAtlantic Inter-Society Concensus class C e D patient. J Vasc Surg. 2006;43:32-39.

-Karkos CD, D’Souza SP, Hughes R. Primary stentin for chronic total occlusion of the infrarenal aorta. J Endovasc Ther, 2000;7:340-344.

-Martinez R, Rodriguez-Lopez J, Diethrich EB. Stenting for abdominal aortic occlusive disease: long term results. Tex Heart Inst J. 1997; 24: 15-22.

Instituição

Serviço de Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecografia Vascular com Doppler. Instituto da Circulação, Curitiba, PR. Brasil;

Informações adicionais

As informações contidas nesta página foram apresentadas no seguinte evento:

39º. Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular, 2011, São Paulo, SP. Brasil.

Certificações / Titulos

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Destaques

Uma agulha é introduzida na veia comprometida guiada por imagens de ecografia vascular e realizamos a injeção da espuma esclerosante.

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laser endovenoso

É um tratamento para o refluxo venoso superficial, uma alternativa menos invasiva a cirurgia tradicional.

radiofreqüência

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Responsável Técnico: Dr. Walter Jr. Boim Araujo - CRM: 19850-PR;

Especialista em Cirurgia Vascular (RQE nº 14638); Ecografia Vascular com Doppler (RQE nº 333); Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular (RQE nº 1489).

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