Correção de aneurisma de artéria subclávia com tratamento híbrido

Paciente masculino, 50 anos;

Tabagista 30 anos/maço, sem outras comorbidades;

Queixa de desconforto em tórax e região cervical direita;

Sem alterações no exame físico;

Durante investigação clínica foi diagnosticado aneurisma de artéria subclávia (AAS) direita na tomografia de tórax;

Solicitado angiotomografia:

Apresentava aneurisma de tronco supra-aórtico com difícil identificação de sua origem.

Aneurisma de tronco

Optado por realização de arteriografia pré procedimento para definição da origem do aneurisma;

Aneurisma de tronco
Aneurisma de tronco
Aneurisma de tronco

Tratamento

Endovascular;

Endovascular híbrido;

Tratamento cirúrgico aberto;

Esternotomia ou toracotomia lateral.

Confecção de ponte carotídeo-carotídeo em trajeto subcutâneo com veia safena magna esquerda e ligadura de artéria carótida comum direita;

Colocação de endoprótese/extensāo Endurant® 16x20x120mm invertida por via axilar direita.

Aneurisma de tronco
Aneurisma de tronco

No 1º pós operatório apresentava-se sem déficits neurológicos e com pulso distal presente em membro superior direito;

Alta hospitalar no 3º pós operatório.

Seguimento

Realizado angiotomografia no 60º pós operatório que mostrou boa pervidade da ponte carotídeo-carotídeo e ausência de endoleaks;

Trauma, Síndrome do Desfiladeiro Torácico, Síndrome de Ehlers Danlos, Síndrome de Marfan, Arterite de Takayasu, processos micóticos, sífilis e tuberculose 2-4.

Revisão de literatura

AAS intratorácico é muitas vezes assintomático;

Podem apresentar: massa pulsátil em região cervical, embolia distal, dor na parte superior do tórax ou ombro 2,5;

Apresentam uma propensão para a ruptura sendo o tratamento eletivo precoce indicado 2,5.

Endoprótese em tronco braquiocefálico com ponte axilo-carotídeo direita;

Endoprótese em tronco braquiocefálico e carótida comum direita e confecção de ponte subclávio carotídeo.

Exclusão do aneurisma com implante retrógrado de extensões ilíacas (cônicas);

Ponte carotídeo carotídeo retro-faringeana com PTFE;

Ligadura da carótida comum direita proximal.

Aneurisma de tronco

O tratamento cirúrgico aberto do segmento intratorácico necessita de uma abordagem invasiva com esternotomia ou toracotomia lateral;

Taxa de complicações pós-operatório de 46%.

A patência primária após tratamento endovascular de AAS é alta, variando entre 83 e 100% ao longo de um seguimento médio de 7-29 meses.

Conclusão

A abordagem endovascular do AAS pode ser associada à técnica cirúrgica aberta, tornando-se uma boa opção no tratamento de lesões intratorácicas, com boa pervidade a curto e médio prazo;

Procedimento menos invasivo e com menor risco de complicações.

Referências bibliográficas

Coelho LH, Vasconcellos P; Solano G; Filho D, Cardoso C. Tratamento híbrido para aneurisma de artéria subclávia. Revista da SBACV – RJ – IV, 42-44. Jul/Ago - 2012

Schoder M, Cejna M, Ho' lzenbein T, Bischof G, Lomoschitz F, Funovics M, Nobauer-Huhmann I, Sulzbacher I, Lammer J. Elective and emergent endovascular treatment of subclavian artery aneurysms and injuries. J Endovasc Ther 2003;10:58–65.

Informações adicionais

As informações contidas nesta página foram apresentadas no seguinte evento:

IV Encontro de Angiologia e Cirurgia vascular, 2014 - Curitiba

Certificações / Titulos

Passe o mouse para ampliar

Destaques

Uma agulha é introduzida na veia comprometida guiada por imagens de ecografia vascular e realizamos a injeção da espuma esclerosante.

Espuma ecoguiada

Consiste no disparo do Laser através da pele promovendo a destruição da varicosidade pela dissipação de calor intenso, localizado e seletivo.

laser transdérmico

O tecido alvo reage com a energia da luz, O procedimento é minimamente invasivo e não requer anestesia geral.

laser endovenoso

É um tratamento para o refluxo venoso superficial, uma alternativa menos invasiva a cirurgia tradicional.

radiofreqüência

Importante:

As informações contidas neste site têm caráter informativo e educacional. De nenhuma forma devem ser utilizadas para auto-diagnóstico, auto-tratamento e auto-medicação. Quando houver dúvidas, um médico deverá ser consultado. Somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA.

Responsável Técnico: Dr. Walter Jr. Boim Araujo - CRM: 19850-PR;

Especialista em Cirurgia Vascular (RQE nº 14638); Ecografia Vascular com Doppler (RQE nº 333); Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular (RQE nº 1489).

Desenvolvido por: Paulo Henrique